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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Grande estréia, pouca coisa...

Boa noite espectadores inexistentes desse esqecido blog...
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Sim obrigado por perguntar, meu nome é Vitor Sensei e trarei a vocês meus post sobre culura inútil(e útil, mas só as vezes), games e tudo que me der na telha escrever... Meu dia de postagem são as terças, mas não esperam pontualidade.

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E daí se não gostaram? Vocês não existem então calem a boca!
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É pouco, pouco, muito pouco...

Itabira do Mato Dentro, uma cidade no interiorzão de Minas Gerais onde o cheiro do pão de queijo se mistura com o do café e ambos escapam pela janelinha de madeira avisando a todos que ta na hora da prosa das cinco na casa do “cumpadi”.
Quem poderia imaginar que um dos maiores poetas brasileiros iria surgir de um lugarzinho tão simples e tão escondido?
Carlos Drummond de Andrade nasceu em 1902 se mostrando um garoto muito esperto. Aos sete foi expulso da escola Jesuíta por “insubordinação mental”, mesmo assim, era um garoto de futuro brilhante! Foi um dos precursores do modernismo em minas e em minha opinião o maior poeta que a pátria-mãe colocou nesse país mundo. Não vou mais escrever sobre o que ele foi...

...Isso vocês encontram Aqui!.

Quero falar da poesia de Drummond, que é algo que não pertence a esse mundo, a essa realidade. Gosto de acreditar que o cara escrevia as emoções. Isso mesmo, tangia o intangível, desenhava o abstrato, sem fundir com seus neurônios. Ler uma poesia dele é como sentir o que ele sentia.Eu achava que tinha rompantes românticos de ouvir “sertanejo de varejo” ou me afogar em poesias emo-cionantes, mas fuck! Pra que isso se eu tenho as poesias de Drummond que falam muito mais de amor do que as musicas do Vando e com muito mais conteúdo que Fulano & Ciclaninho!

Certo chega de rasgação de seda, confiram vocês mesmo o que eu falo nesses dois poemas:

As sem Razões do Amor

As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Essa daqui eu achei declamada pelo Paulo Autran:




Estúpido romântico, todavia, criei esta aqui baseada no poema acima...

Já dizia Drummond
“De tudo fica um pouco”
Já dizia Drummond.
E desse pouco tudo retiro
E sobrevivo mais um pouco.
Mas é pouco, pouco, muito pouco...
...Logo começarei a morrer de novo.
Fracionando outra vez o nada,
Que um dia existiu em mim bem pouco,
Pois outro sentimento preenchia o todo.
E faltava pouco, pouco, muito pouco... Para mudar de vez a sua vida.
Contento-me com o pouco das lembranças,
Com o retrato esquecido na cômoda,
Com as cartas que não tive coragem de rasgar,
Com a memória da fragrância que tanto gostava.
Assim me livro aos poucos, pouco, muito pouco...
...Da necessidade de te amar.
Vitor Alcântara
Bem esse é Drummond Galera, espero que tenham gostado, se não gostaram vão se lascar na baixada da égua... Como dizem os mineiros.

See...

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