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segunda-feira, 15 de junho de 2009

De Todos os Santos – Parte II

Uma praia, uma queda e muita chuva...

E estamos de volta as minhas aventuras na terra da camisa cavada, short e havaianas. Sério, 80% da população baiana têm como traje oficial essa vestimenta, variando apenas em coisas como cor das roupas e qualidade das havaianas. Cultura local é o que há.

Começamos o dia de quarta-feira bem cedo. O café da manhã do hotel é muito bom, variado. Minha madrinha espantou o tanto que eu comi, mas a verdade é que se de manhã a comida é farta eu me esbaldo. Sou magrinho, mas sou muito comilão. Pegamos o busu até uma das muitas praias famosas de Salvador, a praia de Itapuã, sim aquela da musica do Toquinho.

“Um velho calção de banho
Um dia prá vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar...

Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de côco É bom!...

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...”.





E o cara tinha toda razão, eu fiz tudo isso lá, só que antes fui fotografar o lindo farol de Itapuã. Mas deixa-me contar a história direito:

Lá ia Vítor, o intrépido, fotografar o distante farol vermelho da praia de Itapuã. Imaginando como seriam melhores os ângulos das rochas pontiagudas rente ao mar, vai Vítor, o destemido, escalar o mar de rochas perigosas. Foi desviando das poças d’água, pois sabia que algo nelas era perigoso.

Ele realmente tinha razão o ângulo era estupendo. Satisfeito com suas preciosas fotos, Vítor volta pelas cálidas rochas e acha que seria melhor se refrescar nas poças... Então, Vítor, o pamonha, pisa na lagoinha e leva um escorregão tão cabuloso, que se filmassem renderiam uma boa vídeo-cassetada. Caído de joelho no lugar, o não satisfeito Vitor, o pastel, tenta firmar-se de novo, no mesmo lugar. Sim isso mesmo, NO MESMO MALDITO LODOSO LUGAR. Depois de outra queda secular, ele sai da água e começa a rir como um demente.

-Huehehehehehehe... Ai....Ai merda....Huehehehehehe...Ui...Meu joelho ta fudido... Huehehehehehe... Ih... ta sangrando... Kakakakakakaka!-






Eu também perdi minhas havaianas nessa aventura, ou melhor, as doei para Iemanjá.

O resto do dia foi dedicado à praia sol e muita água de coco. Teve os pedintes também... Milhares deles e alguns extremamente folgados. Isso me ajudou a refletir o contraste desses lugares turísticos. Por mais belos que sejam sempre terá os mesmo problemas... Sempre.

Fim da tarde, uma chuva repentina nos pegou no meio do caminho. Eu descalço fiquei procurando uma loja para comprar novas havaianas. Como parte da cultura local, achei que fosse mais fácil...

Foram longas 3 horas na chuva e descalço.

Voltamos todos moídos e felizes até o âmago da alma. Deitei na cama e dormi como uma criança, ouvindo a musica de Toquinho.

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Passado, futuro e o Pelô...

Quinta de manhã e mais uma vez perdi o nascer do sol, Damn... Revoltado eu dormi até as nove e quase que perdemos o preciso café da manhã na faixa. Comemos as sobras do que os outros hospedes devoraram e fomos para a piscina natural do hotel. Logo descobri que a boa idéia de viajar em baixa temporada não é tão original assim. O hotel tava apinhado de gente, a maioria casais, isso me fez lembrar a namorada agora, milhas distantes de mim... Triste vida.

Mas a parte boa do dia começou mesmo a tarde. Pegamos um expresso para a Praça da Sé, ar condicionado, lotado de turistas poloneses um tanto estereotipados com suas roupas de turista, seus chapéus e óculos de turista. Uma simpática moça me perguntou em um inglês carregado onde o ônibus ia parar, eu em um inglês mais carregado ainda respondi o pouco que sabia. Talvez achasse que eu fosse um baiano pelo meu jeito tradicional de vestir, na verdade tenho um pezinho na Bahia desde que meu avô Manoel saiu de Correntina para cultivar umas terras em Goiás. Saudades do meu avô, que Deus o tenha.

A ultima parada era nosso destino. Fui seguido pelos poloneses até chegar no Elevador Lacerda onde fomos abordados por ambulantes abusados que só não rivalizavam com o números de pombos. Pelo menos o que nos abordou era bem informado, amarrou nossas fitinhas do senhor do Bomfim (Sou capaz de apostar que cada cidade litorânea da Bahia tem gente com essas fitinhas) enquanto nos dava uma aula de história sobre tudo que estávamos vendo.

Não é que o safado tirou frases inteiras daqui: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_(Bahia))

Depois de bem informados fomos caminhando pelas ruas de Salvador, devidamente avisado de algumas não recomendáveis para incautos. Sim, se até a mais bela flor esconde perigos por que aqui seria diferente? Tirei minha 1ª foto com uma baiana e comi uma legítima cocada baiana, que é simplesmente DIVINA! Acho que é mal de turista de primeira viajem.

Passeamos mais e mais quando nos deparamos com a Igreja e Convento de São Francisco, só a fachada impressionava. Nem me interessei de primeira vista, achava que era apenas mais uma construção antiga dos milhares espalhadas pela cidade...



Foi quando topei entrar nela.



Seiscentos quilos de ouro maciço enfeitando a igreja mais barroca e rica do mundo. Dimensões colossais, que me fez perder o ar, literalmente, ao entrar nela. O brilho e a misticidade do local entra em cada poro da sua pele te deixando minúsculo, a mercê de sentimentos que até então não te incomodavam. Nunca fui muito religioso, mas aquela igreja me causou tamanha comoção que não pude deixar de rezar dentro dela. Só o pouco tempo que passei lá quase pagou toda a viajem. Mas faltava ver a pérola mor da Bahia, imortalizada em filmes e seriados.

O Pelourinho...




Minha decepção foi descobrir que ele era apenas o que aparentava, uma grande e antiga ladeira. Mas era lindo e rendeu muitas fotos boas.

Voltamos e jantamos no McDonalds, sim porque velhos hábitos nunca morrem e sou alérgico ao principal prato da comida típica, camarão. A noite foi regada de muito papo no msn depois que eu consegui hackear a net do hotel. Só pra depois descobrir que era de graça... Enfim foi mais um longo e proveitoso dia, mal posso esperar por mais.


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Na terceira e última parte desta viajem vou mostrar como tudo terminou e que mesmo no paraíso você pode dar de cara com o inferno!

See...

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