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quinta-feira, 18 de junho de 2009

De Todos os Santos - Parte III(final)

Muita malemolência...


Sexta-feira, Dia dos Namorados, uma data comercial sim, mas de muita relevância para nossas namoradas. É o dia de vocês fazerem juras de amor e troca de presentes. É tratá-la como uma princesa e dizer como ela importante na sua vida com um buquê de rosas.


Vocês vão me desculpar, mas isso é pura palhaçada.


A meu ver isso deveria ser rotina na vida de um casal. E não em datas especiais. Quer ver mesmo uma mulher feliz, dá rosas pra ela sem motivo nenhum, e se ela perguntar a ocasião apenas diga que você apenas adora vê-la sorrir.


Mas deixando minhas opiniões inúteis de lado, acordei com uma vontade muito grande de não ter acordado. Sim, hoje pra mim o dia foi preguiçoso, o mal da Bahia, a temerosa malemolência. Depois do café eu dormi, acordei pra almoçar, depois eu dormi. As minhas queridas (Minha madrinha e minha prima) foram pra praia do hotel e eu dormi. Dormi mais que um Koala e a noite, aceso, conversei com meus amigos e minha amada no MSN até altas horas.


Vida boa é pouco, essa vida é maravilhosa.

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Do céu ao inferno em um dia...


Depois de uma conturbada (e curta) noite acordamos cedo para ir para o Centro Histórico mais uma vez, mas desta vez o passeio tinha pouco de turístico e muito de econômico.


Era dia de comprar lembrancinhas!


Sim, aqueles presentinhos baratinhos que você leva pra sua renca de família e amigos queridos só pra dizer assim: Enquanto estava no bem-bom lembrei-me de você! Morra de inveja! Muhuahaha!


Devaneios a parte, o lugar das lembrancinhas em Salvador é o Mercado Modelo. Ele originalmente era uma alfândega, mas depois de passar por dois incêndios alguém achou melhor apinhá-lo de camelôs pra vender coisas mais baratas assim se a mercadoria pegasse fogo novamente, não seria um prejuízo tão grande assim.



Até hoje é a feira mais organizada que já vi, lá compra mais quem souber pesquisar e pechinchar. Barracas vizinhas podem variar o preço da MESMA mercadoria em 50%. Gastei bem uns 40 reais e comprei muitas lembrancinhas. Saímos apinhados de sacolas, perto do meio dia, foi quando o inferno começou.


NUNCA, EM HIPOTESE ALGUMA, MESMO QUE VOCÊ TENHA QUE MENDIGAR PRA TER MAIS DINHEIRO, JAMAIS coma no restaurante na parte baixa do Mercado Modelo. O da parte de cima é muito mais moderno e bonito, mais caro também, mas eu juro por Deus que vale muito mais a pena que comer no do de baixo. Para você terem uma idéia, tinha uma barata na nossa mesa! E a comida tinha gosto de lixo... Justo no dia que eu aceitei em provar a comida Baiana, a moqueca de peixe me vem crua o arroz frio e o feijão só no caldo, sem contar no maldito molho da salada que tinha tanta pimenta que me fez ver Jesus.

E ele tem a cara Tom Hanks(?).



Depois começou a nossa peregrinação atrás de um shopping. Seria moleza se o sol não derretesse minhas havaianas e se os baianos fossem melhores para informar endereços. O “logo ali, meu rei” deles pode ser medido em quilômetros, e o “Ixi, é longe” em metros. Enfim achamos o bendito shopping, muito bonito por sinal, e foi lá que tive a confirmação de estar no inferno. Vi o Michael Jackson vestido de cangaceiro... Duvida?



Pois é, agora você pode dizer que já viu de tudo.


Passado o susto. Fomos esperar o ônibus, duas longas horas depois eu já xingava todos os santos que protegiam Salvador, mesmo assim o ônibus não aparecia. Novamente pedimos informação aos Soteropolitanos, e alguns “logo ali” depois estávamos no meio de uma feira-livre, completamente perdidos. Odeio ficar pedido, quem não odeia? Mas poucas coisas me irritam tanto quanto ficar perdido, principalmente no meio de uma muvuca de gente, barulho e objetos de qualidade duvidosa. Depois de um “ixi, é longe” chegamos ao terminal rodoviário e finalmente voltamos para o nosso hotel...


Eu caí na cama e dormir antes mesmo de atingir o travesseiro.


Despedida...


Hoje foi um dia de pensamentos profundos sobre os rumos que tomam minha vida. Pensei muito nisso desde quando acordei. Aliás, meu silêncio foi notado e questionado, mas eu só respondia que estava triste de ir embora. Em parte era verdade, muito mais que isso também, não gosto dos dias em que acordo assim.


A ida para a praia de Piatã foi de monólogos sobre tudo que tenho vivido. Não vou contar aqui, são particulares demais. O máximo que posso falar é que eram conclusões, tão revoltas quanto o mar daquele dia.




E que mar...


Lembro de que quando era pequeno eu ficava o dia todo na praia. Voltava negro para minha cidade, desta vez só peguei um bronzeado leve. Ainda sim brinquei muito, como criança, pegando jacaré nas ondas. Uma levou minha sunga, quase que morro pra recuperá-la. Outra me fez provar bons ml’s de água salobra. O mar era quente e aconchegante eu queria ficar ali pra sempre... Mas o para sempre, sempre acaba.


Olhei para o mar e me despedi. Me despedi também da cidade de Todos os Santos. Agora, olhando ela da janelinha do avião derramo algumas lágrimas. Nenhum lugar mexeu tanto comigo em tão pouco tempo, eu nunca mais vou esquecer esses poucos, mas marcantes dias. Nunca mais vou esquecer-me de São Salvador da Bahia de Todos os Santos.


Encerrando o tópico deixo você com uma frase de Jorge Amado da Bahia.


"Para mim, o sexo sempre foi uma festa. Aos 82 anos, a festa é muito diferente do que era aos 20, aos 50, mesmo aos 60: é uma festa que é feita da experiência, do refinamento."


Axé!


See..

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